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Mundo Espiritual: A Jornada - Parte 1

  • Writer: Débora Novaski
    Débora Novaski
  • Mar 28, 2021
  • 2 min read

Com o mapa em minhas mãos, tudo indicava que tinha chegado ao lugar certo. No meio de uma floresta, ali estava, diante dos meus olhos mais um vez. Após um longo período, bom era o que parecia, mas não sabia ao certo, pois o tempo espiritual era tão diferente do tempo terreno.

Era tão cristalino!! Aquele barulho que traz a memória uma alegria nostálgica. Nem acreditava que estava diante do Rio da Vida. Era uma voz como de muitas águas, convidando a todos para entrar naquelas correntes que saram.

Então, me agachei e molhei as mãos e senti o frescor. Meu coração batia depressa, não queria mais esperar. Larguei em cima de uma pedra a mochila, o mapa e minha capa comprida. Aliás, de todas as capas que possuía, era a favorita. Ganhei de presente na última formatura, de cor acinzentada com degrades em roxo e azul marinho, um tecido de camurça, em detalhes o céu estrelado muito brilhante. Nada discreto. Imensidão. Era esse o seu nome.


- "Até breve Imensidão!" disse ao me despedir dessa companheira de muitas jornadas. Desfiz a longa trança , tirei as botas e toda a roupa.


Isso mesmo. Todos podem encontrar o Rio da Vida, mas são tão poucos que tem coragem para molhar mais que os pés. Quais seriam os motivos? Pensei comigo mesma. O primeiro motivo é justamente esse. Você não pode levar nada consigo. Nenhuma bagagem ou peso. Nem roupas. É necessário se despir de tudo o que é externo e interno. Do velho. Das memórias. Da dor. Da culpa. Da vergonha. Do Passado.

O segundo motivo é porque você nunca sabe aonde o Rio da Vida vai te levar. É um mergulho de fé. Não existe controle. O medo do futuro. Do desconhecido. Muitos só ficam na margem do Rio, até se livram de algumas bagagens, molham os pés e as mãos...Sentem o frescor das águas que alivia a alma até enxergarem o seu próprio reflexo e seus apegos. Que são tantos...Infelizmente, desistem.

Não era a minha primeira vez. Então eu pulei dentro do Rio, mergulhei bem fundo. Sem pensar. Sem temer. E deixei o Rio da Vida me conduzir. De olhos fechados, com plena confiança. No começo, sentia meu corpo sendo levado pela correnteza, e quanto mais sentia. Mais me entregava. Até o ponto que não sabia se estava imersa nas águas ou se rios de águas vivas fluíam de dentro de mim.

 
 
 

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Olá, sou a Débora!

Espero que esse conteúdo seja uma fonte de inspiração.

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